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  • Demolição do patrimônio histórico de Manaus
  • Eric Hobsbawm: uma nova igualdade depois da crise

O BLOG

Tentativa de promover a quebra do ócio e levantamento de discussões pertinentes à sociedade amazonense e questões político-filisóficas de botequim em geral.

Palavras-chave: Orson Welles, Política, Marx, Capitalismo, Imprensa, Filosofia, Tecnologia, Chá gelado, América Latina, Bukowski, Sacanagem, Macaco-Rato da Sumatra e Agrotóxicos.

Peça uma Pizza e abra uma cerveja.

Email à classe universitária

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Email recebido dia 16 de janeiro, mas que por contratempos só posso publicar agora. De interesse da massa universitária critica:
"Companheiros (as)
        Por meio deste, venho informar a vocês a seguinte situação:
A sede do DCE localizada no centro comercial de Manaus, na rua Joaquim Nabuco, proximo ao colégio Doroteia, está sendo privatizada,
taL responsavel é a atual gestão do DCE  pelega, que ganhou as eleições em 2009 para se promover, deixando a margem a real necessidade dos estudantes e suas problematicas
perante uma universidade sucateada. Para alem disto, confirmo a presença de forças políticas da direita que se uniram durante a eleição de DCE para ganhar a mesma e abandona-la.
A situação da sede do DCE que por direito é de todos os estudantes está sendo privatizada, dentre os nomes que compõem essa gestão pelega e suja, que estão a frente desta bandidagem, não existe outro nome adequado para denominar essa situação, se encontram o HM (ESTUDANTE DE ECONOMIA DA UFAM) e a Luiza (estudante de direito da UFAM), os quais em troca de emprego transformaram a sede do DCE numa escola de idiomas.
A verdade companheiros é que essa sede vinha sendo preservada por um grande artista chamado Noleto, este cuidava e limpava da sede, em troca morava no determinado lugar. Pois bem, o mesmo está sendo posto p/ fora junto com suas obras de artes, para que o local citado seja privatizado. A questão de tudo que já foi contado se baseia na cara de pau desses pelegos realizarem uma bandidagem dessas, sem nem ao menos convocar um CEB's, sem comunicar os estudantes, mostrando portanto o caráter dessa atitude em se promover, em conseguir seu dinheiro as nossas custas, com o nosso patrimônio.

Pois bem, digo a esta atual gestão do DCE que uma entidade a qual eles estão é pra lutar, é pra representar a todos os estudantes, é pra lutar pela meia passagem a qual eles se omitiram,
pois foi aprovado em reunião deste DCE que eles não moveriam um dedo para lutar em nome dos estudantes, estamos vendo a universidade ser sucateada, o ensino virar mercadoria, e eu pergunto: CADÊ O DCE?
POR QUE VCS NÃO MOBILIZAM OS ESTUDANTES?
POR QUE QUISERAM PLETEIAR ESSA GESTÃO?
A verdade é que vcs são governistas, apoiam o sucateamento da universidade e apoiam o ensino virar mercadoria.

Companheiros e companheiras conto com vcs para mobilizar os estudantes, os CA's, os DA'S, para denunciarmos as praticas sujas deste DCE, repassem este e-mail, vamos marcar uma reunião na ufam, não podemos deixar tais situações passarem despercebidas, me enviem sugestões de datas para nos reunirmos, vamos criar um e-mail para que possamos nos comunicar, devido ao período de férias sei o quanto é dificil a mobilização, mas repito, vamos denunciar esse DCE".
TEL p/ contato: EDIT
Coordenadora geral do Centro Acadêmico de Serviço Social Social do Amazonas (CASSA): Camila Rocha dos Santos
Construindo a ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre), nova entidade combativa, uma alternativa a UNE.

 - Para refletir o nível de compromisso do DCE para com os estudantes e seu modus operandi.
 - Ação tomada segundo a cartilha do Amazonino: "Agir durante as férias para evitar mobilizações".
- O DCE se absteve na luta pela meia passagem.
 - O que levou o DCE a tomar esta direção?
- Acontece que o DCE é governista. Filiação a partidos da base, cargos políticos de interesse e puxa-saquismo.
- E os estudantes?
- O nível superior em Manaus ainda não transcendeu. Não se tornou massa crítica. Não se identifica como classe para si.
- para a masa universitária, a vida ainda é casa, faculdade e um empreguinho no Distrito para garantir o do mês.

        REUNIÃO dos Centros Acadêmicos da UFAM dia 08/02, no Hall do ICHL.
                      Diego Oliveira, Diretor do Centro Acadêmico de Pedagogia da UFAM

EXEMPLO MUNDIAL

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Todo mundo tá mais do que sabendo(pelo menos quem assiste ao jornal de vez em quando) que a Coréia do Sul era um país agrário e subdesenvolvido que resolveu investir pesado na educação dos seus cidadãos e agora é um país com níveis de desenvolvimento invejáveis, principalmente para o nosso Brasil varonil.

Agora os nossos amiguinhos do lado civilizado da península coreana vem com mais uma peripécia para revolucionar o modo do estado tratar os seus cidadãos, principalmente no que diz respeito ao controle de natalidade.

Noticiado pela famigerada BBC, por meio de seu site, a Coréia do Sul agora está na vanguarda da política natalista mundial.Ao contrário da vizinha China que não quer saber de irmãozinhos para os seus mini-cidadãos, a Coréia do Sul está liberando os seus funcionários públicos mais cedo, afim de que eles possam dar aquela "forcinha" para sua pátria, que se encontra em processo de envelhecimento populacional (probleminha típico de países desenvolvidos) e garantam as futuras gerações de sul-coreanos(leia-se, força de trabalho)

Fica a dica aí para os nossos governantes, que depois de todo esse papo de BRIC's, Brasil país do futuro, pré-sal,etc.

"Vamo" garantir as próximas gerações tupiniquins e correr pro abraço.

Deus salve a Coréia do Sul!!!



se alguém nao acreditar...

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/01/100120_natalidade_coreiadosul.shtml





O Sonho de todo blogueiro

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Sem tempo para escrever hoje, então fica a mensagem.

Teste .... mais um

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Aproveitando que ninguém ta lendo esse blog ainda, eu me darei ao luxo de escrever umas bobagenzinhas só pra inaugurar este espaço.

O objetivo principal desta joça é falar de política( mas falaremos de coisas menos importantes também).Da política amazonense, dar uma criticadazinha de leve a as vezes dos "vera", só pra mostra que aqui na província pelo tem gente de olho na traquinagem da moçada.

Como agora é madrugada de sábado pra domingo, nesse post vai mesmo só as fotos da moçada altamente engajada no bem estar da população de Manaus, os vereadores que votaram a favor da criação da taxa do lixo, lógico que com a melhor das intenções.

Vejam aí Quatro amigos que tem internet em casa se algum desses foi o vereador em que você votou e não se esqueça de mandar um e-mail de agradecendo.



Demolição do patrimônio histórico de Manaus

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Mais uma maravilhosa obra de embelezamento da cidade. Passeava eu pelo sítio Palavra do Fingidor quando me deparei com essas maravilhosas fotografias da destruição do patrimônio histórico da cidade. Na 7 de setembro, casarões centenários situados ao lado da Secretaria de Cultura  vem abaixo em uma sequência de fotos de Clara Nihil, reproduzidas aqui:















Questão tão importante quanto determnar o responsável por tal ato, é saber por quanto tempo a população manauara fará vista grossa enquanto obras de modernização da cidade destroem a memória da mesma.





Eric Hobsbawn: Uma nova igualdade depois da crise

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Iniciando este novo blog e nos desejando sorte na empreitada, coloco em destaque a transcrição de parte de uma conferência realizada com o historiador inglês Eric Hobsbawn, discutindo principalmente os novos caminhos pós crise e os reais fins de um determinado modelo econômico: O bem estar social.

Fonte: Carta Maior

IHU - Instituto Humanitas (Unisinos)

Publicamos aqui parte da conferência que o historiador inglês e membro da Academia Britânica de Ciências Eric J. Hobsbawm apresentou no primeiro dia do World Political Forum, em Bosco Marengo (Alexandria). Do Fórum deste ano, sobre o tema "O Leste: qual futuro depois do comunismo?", participam, dentre outros, Mikhail Gorbachev e Yuri Afanasiev.

Segundo Hobsbawn, todos os países do Leste, assim como os do Oeste, devem sair da ortodoxia do crescimento econômico a todo custo e dar mais atenção à equidade social. Os países ex-soviéticos, afirma, ainda não superaram as dificuldades da transição para o novo sistema.

O texto foi publicado no jornal La Repubblica, em 09-10-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o artigo.

O "século breve", o XX, foi um período marcado por um conflito religioso entre ideologias laicas. Por razões mais históricas do que lógicas, ele foi dominado pela contraposição de dois modelos econômicos - e apenas dois modelos exclusivos entre si - o "Socialismo", identificado com economias de planejamento central de tipo soviético, e o "Capitalismo", que cobria todo o resto.

Essa contraposição aparentemente fundamental entre um sistema que ambiciona tirar do meio do caminho as empresas privadas interessadas nos lucros (o mercado, por exemplo) e um que pretendia libertar o mercado de toda restrição oficial ou de outro tipo nunca foi realista. Todas as economias modernas devem combinar público e privado de vários modos e em vários graus, e de fato fazem isso. Ambas as tentativas de viver à altura dessa lógica totalmente binária dessas definições de "capitalismo" e "socialismo" faliram. As economias de tipo soviético e as organizações e gestões estatais sobreviveram aos anos 80. O "fundamentalismo de mercado" anglo-americano quebrou em 2008, no momento do seu apogeu. O século XXI deverá reconsiderar, portanto, os seus próprios problemas em termos muito mais realistas.

Como tudo isso influi sobre países que no passado eram devotados ao modelo "socialista"? Sob o socialismo, haviam reencontrado a impossibilidade de reformar os seus sistemas administrativos de planejamento estatal, mesmo que os seus técnicos e os seus economistas estivessem plenamente conscientes das suas principais carências. Os sistemas - não competitivos em nível internacional - foram capazes de sobreviver até que pudessem continuar completamente isolados do resto da economia mundial.

Esse isolamento, porém, não pôde ser mantido no tempo, e, quando o socialismo foi abandonado - seja em seguida à queda dos regimes políticos como na Europa, seja pelo próprio regime, como na China ou no Vietnã - estes, sem nenhum pré-aviso, se encontraram imersos naquela que para muitos pareceu ser a única alternativa disponível: o capitalismo globalizado, na sua forma então predominante de capitalismo de livre mercado.

As consequências diretas na Europa foram catastróficas. Os países da ex-União Soviética ainda não superaram as suas repercussões. A China, para sua sorte, escolheu um modelo capitalista diferente do neoliberalismo anglo-americano, preferindo o modelo muito mais dirigista das "economias tigres" ou de assalto da Ásia oriental, mas abriu caminho para o seu "gigantesco salto econômico para frente" com muito pouca preocupação e consideração pelas implicações sociais e humanas.

Esse período está quase às nossas costas, assim como o predomínio global do liberalismo econômico extremo de matriz anglo-americana, mesmo que não saibamos ainda quais mudanças a crise econômica mundial em curso implicará - a mais grave desde os anos 30 -, quando os impressionantes acontecimentos dos últimos dois anos conseguirão se superar. Uma coisa, porém, é desde já muito clara: está em curso uma alternância de enormes proporções das velhas economias do Atlântico Norte ao Sul do planeta e principalmente à Ásia oriental.

Nessas circunstâncias, os ex-Estados soviéticos (incluindo aqueles ainda governados por partidos comunistas) estão tendo que enfrentar problemas e perspectivas muito diferentes. Excluindo de partida as divergências de alinhamento político, direi apenas que a maior parte deles continua relativamente frágil. Na Europa, alguns estão assimilando o modelo social-capitalista da Europa ocidental, mesmo que tenham um lucro médio per capita consideravelmente inferior. Na União Europeia, também é provável prever o aparecimento de uma dupla economia. A Rússia, recuperada em certa medida da catástrofe dos anos 90, está quase reduzida a um país exportador, poderoso mas vulnerável, de produtos primários e de energia e foi até agora incapaz de reconstruir uma base econômica mais bem balanceada.

As reações contra os excessos da era neoliberal levaram a um retorno, parcial, a formas de capitalismo estatal acompanhadas por uma espécie de regressão a alguns aspectos da herança soviética. Claramente, a simples "imitação do Ocidente" deixou de ser uma opção possível. Esse fenômeno ainda é mais evidente na China, que desenvolveu com considerável sucesso um capitalismo pós-comunista próprio, a tal ponto que, no futuro, pode também ocorrer que os historiadores possam ver nesse país o verdadeiro salvador da economia capitalista mundial na crise na qual nos encontramos atualmente. Em síntese, não é mais possível acreditar em uma única forma global de capitalismo ou de pós-capitalismo.

Em todo caso, delinear a economia do amanhã é talvez a parte menos relevante das nossas preocupações futuras. A diferença crucial entre os sistemas econômicos não reside na sua estrutura, mas sim na suas prioridades sociais e morais, e estas deveriam portanto ser o argumento principal do nosso debate. Permitam-me, por isso, a esse ilustrar dois de seus aspectos de fundamental importância a esse propósito.

O primeiro é que o fim do Comunismo comportou o desaparecimento repentino de valores, hábitos e práticas sociais que haviam marcado a vida de gerações inteiras, não apenas as dos regimes comunistas em estrito senso, mas também as do passado pré-comunista que, sob esses regimes, haviam em boa parte se protegido. Devemos reconhecer quanto foram profundos e graves o choque e a desgraça em termos humanos que foram verificados em consequência desse brusco e inesperado terremoto social. Inevitavelmente, serão necessárias diversas décadas antes de que as sociedades pós-comunistas encontrem uma estabilidade no seu "modus vivendi" na nova era, e algumas consequências dessa desagregação social, da corrupção e da criminalidade institucionalizadas poderiam exigir ainda muito mais tempo para serem combatidas.

O segundo aspecto é que tanto a política ocidental do neoliberalismo, quanto as políticas pós-comunistas que ela inspirou subordinaram propositalmente o bem-estar e a justiça social à tirania do PIB, o Produto Interno Bruto: o maior crescimento econômico possível, deliberadamente inigualitário. Assim fazendo, eles minaram - e nos ex-países comunistas até destruíram - os sistemas da assistência social, do bem-estar, dos valores e das finalidades dos serviços públicos. Tudo isso não constitui uma premissa da qual partir, seja para o "capitalismo europeu de rosto humano" das décadas pós-1945, seja para satisfatórios sistemas mistos pós-comunistas.

O objetivo de uma economia não é o ganho, mas sim o bem-estar de toda a população. O crescimento econômico não é um fim, mas um meio para dar vida a sociedades boas, humanas e justas. Não importa como chamamos os regimes que buscam essa finalidade. Importa unicamente como e com quais prioridades saberemos combinar as potencialidades do setor público e do setor privado nas nossas economias mistas. Essa é a prioridade política mais importante do século XXI.